segunda-feira, junho 29th, 2009

Sistema de justiça não está preparado para lidar com a alienação parental
A síndrome da alienação parental - quando um dos pais, durante o processo de separação, procura afastar o filho do outro genitor, desgastando intencionalmente a imagem do ex-companheiro(a) - não é tratada como deveri! a por quem tem poder para minimizar os danos. Enquanto em outros tribunais do Sudeste e Sul do país proliferam decisões sobre a guarda de crianças com base em laudos que constatam a prática, no Tribunal de Minas Gerais há registro de apenas uma decisão nesse sentido, publicada na última semana. “Lamento, mas tenho que dizer que o despreparo em Minas é total. As pessoas ainda estão começando a ouvir falar sobre o assunto e refletir. São Paulo e Rio de Janeiro já realizaram dezenas de encontros multidisciplinares sobre o tema e o Rio Grande do Sul é pioneiro no assunto. Por aqui, não há históricos de decisões nesse sentido”, afirma a promotora da Vara de Família, Raquel Pacheco. “Temos o dever de estancar a sangria de ódio que envolve uma separação malconduzida. A criança não pode ser prejudicada”, defende a promotora.
Registro - O assunto virou tema de um documentário produzido pelo cineasta Alan Mineiro. No filme, intitulado A morte inventada, quatro adultos relatam as experiências que foram vítimas da síndrome durante a infância. “Ouvir pais se queixando não seria tão importante quanto o discurso de quem passou por isso, processou que era manipulado e ainda sente uma culpa enorme por ter sido usado contra o próprio pai ou mãe”. Para diminuir a incidência desse problema, um projeto de lei do deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), que tramita na Câmara dos Deputados, sugere a criação de uma equipe multidisciplinar para ouvir familiares, testemunhas e a própria criança ou adolescente, após denuncia de alienação parental. Se comprovada a síndrome, a pena máxima seria a perda da guarda pelo responsável. (Estado de Minas, p. 27 - Thiago Herdy, 28/06/09)
Creches fecham as portas por falta de apoio da prefeitura
A redução dos repasses da prefeitura de Uberaba, no Triângulo Mineiro, às instituições comunitárias da cidade levou a creche Vovó Adelina a encerrar suas atividades hoje, 29. Está previsto para o dia 16 de julho o fechamento de outra instituição: a creche Maria Rosa Oliveira. Juntas, as duas creches atendem cerca de 230 crianças. No início do ano, a prefeitura realizou um corte de 10% da verba que é repassada às creches comunitárias. A atitude foi justificada pela situação de crise em que se encontravam os cofres públicos. Na Creche Vovó Adelina, por exemplo, co! m o corte a verba repassada caiu de R$ 15 mil para R$ 10 mil, insufici ente para desenvolver os trabalhos necessários. Segundo o secretário municipal de Educação, Marcus Juliano Bordon, assim que foi tomada a decisão de diminuir o valor do repasse, todas as 25 creches comunitárias da cidade foram comunicadas e assinaram a proposta. (Jornal da Manhã, p. 5 - Fernando Natálio; Jornal de Uberaba, p.6 - Geórgia Santos, 27/06/2009)
Creche noturna incentiva pais a voltar aos estudos
Uma escola de Alfenas, no sul do estado,! implantou uma creche noturna para auxiliar o retorno dos pais aos estudos. De acordo com a gestora voluntária do Programa Brasil Alfabetizado, Tani Rose Ribeiro Teret Moraes, um grupo de mães do bairro Santa Luzia, em Alfenas, a procurou no início do ano, interessadas em voltar a estudar, mas impossibilitadas porque não tinham com quem deixar os filhos. A partir da demanda, foi criada a primeira Sala de Apoio (creche noturna) da cidade. Atualmente, cerca de 80 crianças, de oito meses a 14 anos, freqüentam as Salas de Apoio, que foram ampliadas para mais escolas da cidade. Meninos e meninas brincam e participam de diversas atividades, acompanhados por monitores, enquanto seus pais estudam em outras salas da escola. A gestora Tani Moraes observa que após a implantação do projeto, o ambiente escolar ficou mais familiar, agradável e tranqüilo. Além disso, ela ressalta que nas escolas onde acontece o projeto não foram registradas desistências dos alunos. (Hoje em Dia, p. 5 - Margarida Hallacoc, 29/06/09)
Pesquisa identifica necessidade de que o Bolsa Família garanta o Ensino Médio
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) chegou à conclusão de que dificilmente o Bolsa-Família será capaz de retirar seus beneficiários da pobreza a longo prazo. A pesquisa Mobilidade Social no Brasil: o papel da educação e das transferências de renda foi elaborado por Rafael Osório, pesq! uisador do Pnud, e por Marcelo Medeiros, do Ipea. A partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores fizeram uma simulação do que ocorreria se o Bolsa-Família fosse implantado em 1976, garantindo que todas as pessoas em idade escolar na época concluíssem ao menos o Ensino Fundamental, principal etapa do ensino coberta pelo programa do governo federal. O resultado mostrou que 30 anos depois, em 2006, a parcela da população pobre cairia de 25% (índice real) para 22,3% (índice simulado). “Os dados mostram que, se o Bolsa-Família fosse perfeito, além de boa política educacional, garantindo Ensino Fundamental para todos, poucas pessoas sairiam da pobreza porque educação primária não promove mais mobilização social”, diz Ozório. A principal recomendação da pesquisa é que o governo amplie o programa, garantindo mais fortemente a cobertura do Ensino Médio - período escolar em que a taxa de matrículas cai três quartos em relação ao Ensino ! Fundamental. (Estado de Minas, p. 3 - Renata Mariz, 29/06/09)

Social (Sedese) e com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), a VII Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento será realizado entre 31 de agosto e 2 de setembro. O objetivo é elaborar propostas de diretrizes da política nacional de promoção, proteção e defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, além de encaminhar sugestões e eleger delegados para a VIII Conferência Nacional, a realizar-se em Brasília, entre 7 e 10 de dezembro.


Para especialistas, geração “Amy Winehouse” aprendeu a competir com homens no mercado e no abuso de drogas. Uma “geração Amy Winehouse”, que aprendeu a competir com os homens no mercado de trabalho e também no uso de drogas. O fenômeno por trás do maior espaço ocupado por dependentes do sexo feminino nas estatísticas do uso da cocaína (91% de aumento) é complexo, mas não tão difícil de ser decifrado, avalia o psiquiatra Daniel Cruz Cordeiro, que trabalha com dependência e oferece palestras para adolescentes.